Covid-19: situação do AM é destaque na revista do CFF

A situação do Amazonas em relação ao novo coronavírus foi destaque na edição 91 da revista Pharmacia Brasileira, do Conselho Federal de Farmácia. Manaus viveu em janeiro um colapso na Saúde, com os leitos de hospitais ficaram tão lotados, a ponto de faltar oxigênio. Profissionais da saúde chegaram a revezar entre si no uso de respiradores manuais em pacientes, além de aplicar morfina para evitar a angústia do sufocamento das vítimas. Houve mobilização nacional dos Estados para envio de cilindros a Manaus. 

“No ano passado, houve colapso das unidades de saúde do Estado no auge da pandemia. Foi a primeira onda. Quando a notificação dos casos começou a diminuir, aconteceu o relaxamento e retorno de algumas atividades. Entre o fim de dezembro e início de janeiro de 2021, o Amazonas está passando pelo que chamamos de segunda onda, a qual é muito mais crítica que a primeira. O Estado já decretou situação de calamidade pública e inclusive já atingimos o nível roxo, considerado o maior na escala de gravidade”, esclarece Luana Santana, vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia do Amazonas (CRF-AM), à revista. 

O Amazonas ampliou o número de leitos, chegando a 1,4 mil. Mesmo assim, os hospitais não estão suportando a demanda. No dia 14 de janeiro, o Estado registrou mais de 3,6 mil casos de Covid-19, em 24 horas.

O estado do Amazonas já possui pelo menos 18 variantes do coronavírus circulando, pois é uma região de bastante fluxo de pessoas em decorrência de ser um polo industrial. 

Para o conselheiro federal de Farmácia pelo Amazonas, Marcos Aurélio Ferreira, a situação de Manaus é lamentável. “A quebra do isolamento, a flexibilização e outros fatores causaram a disparada nos casos de congestionamento do sistema de saúde estadual. Agora, todos os profissionais da saúde trabalham para sanar esta gravidade que causa pânico nos nativos, na população do País e no cenário internacional”, afirma.

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