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  3. 29/07/2022

Julho amarelo: farmacêuticos ajudam no combate às hepatites virais

Julho amarelo: farmacêuticos ajudam no combate às hepatites virais

Julho é o mês de combate às hepatites virais (A, B, C, D e E). No Amazonas, a Fundação de Medicina Tropical é a unidade de referência para o diagnóstico e tratamento dessas doenças. E é onde trabalha há cinco anos Reinan Brotas, que hoje, é gerente do ambulatório de IST/AIDS. O farmacêutico prepara, atualmente, também em uma tese de mestrado que pode ajudar a ampliar as possibilidades de diagnóstico.

“Eu vou correlacionar a carga viral das hepatites B e C, em plasma e sangue seco, em papel filtro, trazendo uma nova metodologia de coleta que vai beneficiar as populações rurais que moram distantes de centros laboratoriais, o que traz também mais estabilidade para amostra.”

Manaus, em 2022, até julho,registrou cerca de 70 casos de hepatites virais. As mais comuns são as B (40 casos) e C (29 casos). Em 2021, foram 366 novos casos, entre eles, 200 do tipo B e 146 do tipo C. De acordo com o pesquisador, a maior parte da assistência da saúde pública voltada para o combate da doença ainda está concentrada na capital. As grandes dimensões do estado e as dificuldades logísticas dificultam o atendimento em parte dos municípios. Mas Brotas acredita que, aos poucos, essa realidade vem mudando e equipes de saúde já se espalham pelo estado, sempre compostas também por pelo menos um farmacêutico.

“O farmacêutico, cada vez mais, vem ganhando espaço dentro da equipe multidisciplinar. E o farmacêutico participa desde o momento da prevenção, do diagnóstico e do tratamento. Na prevenção, trabalhando em UBSs a questão da educação dos pacientes. A importância de fazer testes rápidos para hepatite B, C. A prevenção com a vacina da Hepatite B.”

Os profissionais também trabalham dentro do laboratório de análises clínicas e fazem os exames sorológicos para detectar o vírus. Além disso, depois que o paciente tem a confirmação da doença, é também o farmacêutico o responsável por fazer o acompanhamento farmacoterapêutico, analisando a eficácia e eficiência dos medicamentos.

SOBRE AS HEPATITES VIRAIS

As hepatites virais são doenças silenciosas, mas alguns pacientes podem apresentar cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo e vômitos, além de dor abdominal, pelo e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Alguns casos podem progredir para formas mais graves e os vírus agridem normalmente o fígado.

A hepatite A está entre as mais comuns e é uma infecção que se cura sozinha. Os casos estão relacionados às condições de saneamento básico e de higiene, assim como os de haptatite E. Já existe vacina para essa doença. Já a B,, endêmica no Amazonas, pode ser transmitida por via sexual ou contato sanguíneo. A melhor prevenção é a vacina, que também protege contra o tipo D, associada ao uso do preservativo.

A Hepatite C pode ser transmitida pelo sangue e é a principal causa de transplantes de fígado. Os pacientes podem evoluir para um quadro de cirrose, câncer de fígado e até morte. Ainda não há vacina para esse tipo.

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